Brasil registra recorde histórico nas exportações de algodão em 2025/26

O Brasil encerrou o ano comercial 2025/26 com um marco impressionante: 3,37 milhões de toneladas de algodão exportadas. Esse volume representa um aumento de 19% em relação ao ano anterior, quando foram exportadas 2,84 milhões de toneladas. As vendas externas geraram uma receita de US$ 5,3 bilhões, consolidando o país como o maior exportador mundial da fibra.

Mercado em alta

Os dados são parte do Relatório de Safra da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que fornece uma visão abrangente sobre a cotonicultura nacional. Este resultado é notável, pois é a primeira vez que o Brasil supera a marca de 3 milhões de toneladas em um único ano comercial. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que o Brasil manterá essa liderança em 2026/27, com 3,33 milhões de toneladas, enquanto os Estados Unidos devem exportar 2,68 milhões.

Nos últimos quatro anos, as exportações brasileiras de algodão mais que dobraram, passando de 1,45 milhão de toneladas em 2022/23 para 3,37 milhões em 2025/26. Esse crescimento expressivo reflete a crescente participação do Brasil no mercado internacional.

Análise do setor

O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, destaca que esse recorde demonstra a competitividade e confiança que o Brasil conquistou no mercado internacional. O aumento nas exportações não é apenas uma conquista, mas uma responsabilidade que exige investimentos contínuos em qualidade, práticas sustentáveis e inovação.

A diversificação dos mercados é um ponto positivo. A China foi o principal comprador, importando 770,5 mil toneladas, o que representa cerca de 23% do total exportado. Outros países, como Bangladesh, Turquia, Paquistão, Vietnã e Índia, também se destacaram, aumentando suas compras e reforçando a presença do Brasil em diferentes regiões do mundo.

Oportunidades para o produtor

Para o produtor rural, esses números representam um recorde e uma oportunidade de crescimento na cadeia produtiva do algodão. O superávit na balança comercial de algodão alcançou US$ 5,29 bilhões, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. Isso indica um mercado favorável e um espaço considerável para o aumento da renda dos produtores.

Além disso, a crescente demanda internacional pode incentivar os produtores a adotarem práticas mais sustentáveis e inovadoras. Isso garante não apenas a qualidade do produto, mas também a competitividade no mercado global.

Futuro da cotonicultura

O futuro parece promissor para a cotonicultura brasileira. Com a previsão do USDA de que o Brasil continuará sendo o maior exportador de algodão, os produtores devem se preparar para atender a essa demanda crescente. A combinação de uma produção robusta, a diversificação de mercados e a necessidade de inovação são fatores que podem garantir a manutenção dessa liderança.

Piccoli ressalta que o recorde não deve ser visto como um ponto final, mas como um passo importante em direção a um futuro reconhecido. Para isso, os produtores precisam continuar investindo em qualidade e estabelecendo relacionamentos sólidos com os compradores. Assim, o Brasil se manterá como um fornecedor estratégico de algodão para a indústria têxtil mundial.