Exportação de milho: aumento nas vendas, mas queda em relação a 2025
As exportações brasileiras de milho mostraram um leve crescimento na última semana de julho. A média diária de embarques subiu de 60 mil para 74 mil toneladas. No entanto, esse volume ainda é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a média foi de 105 mil toneladas. Até agora, o Brasil embarcou 1.347.889,7 toneladas de milho em julho. Isso representa apenas 55,37% do total acumulado no mesmo mês de 2025, que foi de 2.433.966,1 toneladas.
Contexto de mercado
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, através da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que, apesar do aumento na média diária de embarques, a situação geral ainda é preocupante para os exportadores. A média diária de 74.882,8 toneladas nos 18 primeiros dias úteis de julho de 2026 representa uma queda de 29,2% em relação à média de 105,824 toneladas do mesmo período do ano passado. O recuo indica que o mercado enfrenta desafios, mesmo com o aumento recente.
Análise
O aumento na média diária de embarques na última semana, que subiu para 74.882,8 toneladas, é um sinal positivo. Contudo, não compensa a queda acumulada até agora. A arrecadação também reflete essa situação. O Brasil recebeu US$ 309,960 milhões até o momento, contra US$ 499,466 milhões em julho de 2025. Isso resulta em uma média diária de arrecadação de US$ 17,220 milhões, 20,7% inferior ao mesmo período do ano passado.
O preço médio recebido por tonelada de milho teve um aumento de 12,1%. Ele passou de US$ 205,20 em 2025 para US$ 230,00 em 2026. Esse aumento no preço pode ajudar a mitigar as perdas na arrecadação total, mas não resolve o problema da quantidade exportada.
Impacto para o produtor
Para o produtor rural, essa situação traz desafios. A queda nas exportações e na arrecadação pode resultar em um ambiente de vendas menos favorável, com risco de preços mais baixos no mercado interno. O aumento do preço médio por tonelada pode oferecer uma margem de lucro maior para aqueles que conseguem exportar.
Os produtores devem ficar atentos ao mercado e considerar estratégias para se adaptar a essa nova realidade. O planejamento e a diversificação das culturas são essenciais para enfrentar a volatilidade do mercado de milho e minimizar os impactos negativos.
Perspectivas
As perspectivas para as próximas semanas dependerão de vários fatores, incluindo a demanda externa e as condições climáticas. O aumento recente na média de embarques pode indicar que o mercado está se ajustando. No entanto, a comparação com os números de 2025 ainda é preocupante. Os produtores devem estar preparados para um cenário de incertezas e buscar alternativas para otimizar a produção e as vendas.
Em resumo, o atual panorama das exportações de milho no Brasil é de crescimento moderado, mas com desafios significativos. A atenção dos produtores e a adaptação às condições do mercado serão essenciais para navegar nesse ambiente.